Por que se faz um programa? Por que se combina uma viagem para um final de semana?
O homem precisa fugir da rotina. E, o que é a rotina, senão a repetição de circunstâncias cheias de atos novos, embora diferentes, mas vistas com os olhos de um mesmo estado de consciência.
Por que, então, marcarmos um programa? Parece que sempre precisamos fazer alguma coisa diferente; é uma ansiedade... Talvez para não se ficar no vazio, na inação, parte-se para uma ação.
Embora eu consiga prazer ou desprazer num programa, essa busca só pode ser inconsciente, pois conscientemente só se buscaria prazer. Seria uma busca natural de prazer, talvez, na consciência da natureza; portanto, um ato ditado pelo próprio mecanismo universal.
Nós sabemos, por intuição, que o prazer ou desprazer poderá ser encontrado. É o que nos leva a estar sempre procurando alguma coisa; é uma força natural do grande mecanismo.
Então vem a pergunta: por quê? Pela procura do conhecimento, numa busca incessante de identificação com o todo. Já que não é uma força nossa, o ser humano pode ser visto num ponto em que tem a necessidade dessa busca, motivado pela ansiedade e levado por uma força natural em busca do conhecimento.
O controle dessa ansiedade é dado pela educação total, que elimina a ansiedade, pois traz o conhecimento. Então, a ansiedade gerada pela rotina, motivada pela falta de conhecimento, nos faz partir para a ação; e, conseqüentemente, para a educação, ao vivermos experiências que nos levam a adquirir conhecimento.
O que significa isso? A passagem por ciclos evolutivos, de fase em fase, quando então você tem a oportunidade de se ampliar. Isso acontece pela própria vibração do sistema universal, que leva o terráqueo a uma superansiedade e, inexoravelmente, ao conhecimento.
Os exercícios e tudo o mais existente nesta casa, vêm como fatores de aceleração dessa condição de estar sempre receptivo para receber as forças naturais, que sempre virão impulsioná-lo à evolução.
É bom ou não essa busca, esses programas? A resposta poderá ser sim ou não. Depende da pessoa. A repetição de qualquer assunto poderá ou não ser rotina; desde que, se consiga entender que uma colocação feita por uma segunda vez, poderá ampliar o conhecimento.
Dr. Celso Charuri
29/03/80